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Série de fotos explora a identidade da mulher a partir do cabelo

Existe uma relação muito complexa entre uma mulher e seu cabelo. Os fios que brotam do couro cabeludo, de alguma forma, se tornam parte da identidade dela, como se cada mecha fosse envolta de segredos. Não é à toa que elas dedicam tempo e dinheiro para deixar os cabelos sempre em ordem, como se eles tivessem o poder de transmitir mensagens às pessoas em sua volta. Entretanto, os cabelos que brotam nas pernas, axilas e virilhas têm conotação até “grotesca” e normalmente são arrancados imediatamente, ainda com poucos milímetros de vida.

Por que existe um código de conduta tão divergente em volta dos cabelos femininos? É exatamente isso que a fotógrafa Rebecca Drolen decidiu explorar em sua série de fotos surrealistas em preto e branco, chamada “Hair Parts”.

“Por muitos anos, eu tenho sido uma pessoa que é reconhecida por meu cabelo longo e de alguma forma selvagem”, explicou Rebecca ao The Huffington Post. “Minha série Hair Parts começou como uma auto-reflexão, e até risadas de mim mesma, na medida em que eu imaginava porque ou como eu tirava tanto do meu senso de identidade a partir da minha aparência, sobretudo meu cabelo”.

“A primeira imagem foi feita quando eu achei uma trança que eu tinha cortado do meu cabelo anos antes com a intenção de doar. Por qualquer motivo, eu achei… ‘eu posso usar isso!’. Eu transformei a trança numa gravata, pus uma peruca curta e fiz a primeira foto da série. A imagem é um terço libertadora e dois terços louca. Eu amei a ideia de contar uma história ambígua com apenas a figura e sua interação com cabelo como conteúdo do quadro”.

As fotos de Rebecca mostram uma visão sobrenatural sobre o papel peculiar que o cabelo exerce na nossa vida no dia-a-dia. Algumas fotos apontam que tipo de pelo é aceitável, como os cílios, o cabelo que é desejável, como um rabo de cavalo, ou ainda o que é deplorável, como os pelos das axilas. É o paradoxo natural dessas fibras peculiares, que podem ser atraentes ou repulsivas.

“Eu mergulhei nesse trabalho com uma certa fascinação de que o cabelo/pelo é tanto bonito quanto repulsivo na nossa cultura. A frágil influência do contexto é a única distinção. Nós vemos cabelos longos em uma mulher como símbolo de beleza e feminilidade, mas assim que o cabelo é cortado ou removido do corpo, nós pensamos nisso como anti-higiênico ou estranho. Da mesma forma, nós parecemos nunca ter cabelo suficiente nos lugares que queremos ou muito nos lugares em que não o desejamos!”.



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